No último domingo presenciamos mais uma final polêmica entre Vasco e Flamengo, curiosamente válida pelo Campeonato Carioca, onde já foram vividos momentos épicos neste confronto.
Como não lembrar do gol de Petkovic? E o que dizer da folclórica atuação de Cocada em 1988?
Pois bem, quem dera que os últimos jogos também fosse marcados por estes símbolos, e não por um apito. Já virou moda, e até certo ponto chacota, o torcedor vascaíno reclamar da arbitragem em jogos contra o Flamengo.
Muitas vezes com razão... outras nem tanto... e algumas delas questionáveis.
Mas, o que impressiona é a alienação de alguns torcedores.
De fato, o o gol do título carioca do Flamengo em 2014 foi irregular. Aliás, notoriamente irregular.
"Mas foi falta do Éverton Costa no Felipe na primeira partida.", argumentam.
Ok, ninguém está dizendo o contrário.
Na partida desta quarta-feira, contra o Resende, o Vasco foi prejudicado.
Logo depois, um lance para discussão em um pênalti marcado.
Sim, para discussão.
Não me venha falar que o Resende foi garfado, porque não dá para comparar um gol legal anulado com um pênalti, que neste caso é passível de interpretação.
Tudo bem, quem é campeão tem que comemorar. O torcedor nada tem a ver com o que acontece em campo.
Mas, dias depois, aproveitar uma situação para tentar justificar os erros da final estadual?
Nesta quarta-feira, ao mesmo tempo que disseram que o Resende foi garfado por que um erro não justifica outro, como podem argumentar sobre o gol do título estadual embasados em uma falta do atacante no goleiro, na primeira partida?
Não dá. Isso ultrapassa o fanatismo de meros torcedores.
Como dizem, esses torcedores não precisam desse tipo de coisa... ou precisam?
Não dá para entender.
Charles Miller, a vida foi legal com você. Te levou antes que você começasse a se arrepender de ter trazido o futebol pra nós.

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